10 livros para dar-lhe o Dia da Mulher | Vida

O dia 8 de março celebramos a igualdade de direitos da mulher e comemoramos a sua luta pela participação na sociedade e no seu desenvolvimento integral como pessoa. Daí que, para nós, uma das melhores maneiras de prestar homenagem a todas essas mulheres que lutaram para chegar até onde estamos hoje seja o dar-livros. Sim, digo: dar-nos a nós mesmas, porque merecemos premiarnos sem esperar que ninguém o faça por nós, e mais, em uma celebração como esta. A leitura nos faz livres, nos obriga a pensar e evoluir, nos permite cultivar a nossa inteligência e sonhar em mundos melhores.

Esta é a nossa selecção de leituras essenciais para compreender a nossa história. Leituras de mulheres que, de forma direta ou indireta, despertam consciências.

Todos devemos ser feministas, Chimamanda Ngozi Adichie (Literatura Random House). Ser feminista não é só coisa de mulheres. Chimamanda Ngozi Adichie evidenciado neste eloqüente e perspicaz texto, o que nos dá uma definição única do que significa ser feminista no século XXI. Com um estilo claro e direto, e sem deixar de lado o humor, esta carismática autora analisa o papel da mulher atual e aponta ideias para tornar este mundo um lugar mais justo. Um livro curto de formato, mas grande em conteúdo.

A propósito das mulheres, Natalia Ginzburg (Lúmen). É um volume composto por oito relatos de mulheres que falam, choram, e tem o saudável costume de cair em poços de vez em quando. É um conjunto de relatos que falam com naturalidade e cotidiano de espaços de convivência, de mulheres que querem se casar, de infidelidades, de mães e filhos. Um must para celebrar o Dia da Mulher.

A Balada do café triste, Carson Mc Cullers (Seix Barral). Coincidindo com o centenário de seu nascimento, reedita esta seleção de histórias (e outras obras da autora), com design de interior da ilustradora Sara Morante. Cullers é considerada, junto a William Faulkner, como uma das melhores representantes da narrativa do Sul dos Estados Unidos. Uma obra-prima que você não deve deixar passar.

Um livro para elas, Bridget Christie (Anagrama). Não faças caso do título. Não é só para elas. É para todos. Com seu humor inteligente, ácido e combativo e suas reflexões sobre o feminismo contemporâneo, Christie consegue fazer-nos olhar para temas que só se pode responder com um sorriso. Seu livro acaba sendo uma reivindicação de como a comédia pode se tornar uma arma política. Uma denúncia de injustiças flagrantes.

Os dias iguais de quando fomos ruins, ana luiza Lopes (Lúmen). Cinco mulheres, entre grades, convergem em única via para rememorar sua história: a voz de uma escritora que acha a sua casa própria em uma célula. É um livro que evoca, desde o fechamento, as vidas das personagens e o que as levou a concluir presas.

Minha vida na estrada, Gloria Steinem (Alpha Decay). A autora se deu conta de que crescer não tinha por que significar estar sempre no mesmo lugar. Assim começou uma vida dedicada à viagem, ao ativismo e à liderança, a ouvir as vozes daqueles que inspiram a mudança e a revolução. Minha vida na estrada é a história divertida, comovente e profunda de como Glória foi crescendo, e com ela também cresceu o movimento revolucionário de igualdade.

Elisabeth e seu jardim alemão, Elisabeth Von Armin (Lúmen). A partir do dia 23 de março você pode comprar em todas as livrarias esta preciosidade de livro, edição ilustrada, que foi best-seller no século XIX e volta como um deleite para o século XXI. Para Elizabeth da felicidade está na liberdade de poder escolher livremente os prazeres que a fazem feliz: passear entre as flores e as plantas de seu jardim, ver passar das estações, ler e jogar com suas três filhas, alheia à rotina doméstica, para os problemas da servidão e da incompreensão de seu marido.

Por último, o coração. Margarette Atwood (Salamandra). A imaginação sem limites de Atwood, detalhada por um amargo senso de humor, dá vida a uma novela que, se bem que gira em torno da progressiva extinção da classe média, incide também sobre os segredos do casal moderno, revelando de forma inquietante, sua intimidade, suas crises, seus demônios e fantasias.

Felicidade familiar, Laurie Colwin (Livros do Asteróide). A protagonista de Felicidade familiar, Polly, é uma treintañera cidade de nova york, felizmente casada e com dois filhos e um trabalho de que gosta. Sua vida dá uma reviravolta inesperada quando se apaixona por um pintor algo boêmio: de repente, as idéias, que havia sido educada e sua visão do mundo deixarão de ter sentido.

Terra sem homens, Inma Chacón (Planeta). Não poderíamos terminar esta seleção com uma novela no feminino. Evasão de qualidade e em chave de mulher. Terra sem homens é um romance de personagens e intrigas familiares que se enquadra na Galiza, no final do século XIX e início do século XX, em uma aldeia, carregada de superstições e de conversas, chuvosa, pobre; uma terra de viúvas de vivos, onde as mulheres vêem como os homens têm de emigrar em busca de uma vida melhor, um sonho que às vezes se cumpre e outras se volta contra todos.